quem sou eu?

Outubro 21, 2009 por Snaphiroth

“jesus”
- Ricardo Cavalieri

“eu sei lá, pô”
- Carolina Maia

“você”
- Luísa

“você é adolescente, mas não sei quantos anos você tem”
- Igor Maia

“tu é dáguimar, rapá”
- Dênis

Num certo livro de história

Outubro 16, 2009 por Snaphiroth

“De modo amplo, difunde-se, pela Europa, a idéia de liberdade e de direitos civis, liberando, por exemplo, os indivíduos para irem e virem no território nacional e exercerem ocupações onde quiserem e, com um treinamento preliminar, as que escolherem.”

Gostei disso.

02:01

Outubro 12, 2009 por Snaphiroth

Sono e ainda assim estou aqui sentado, ouvindo Jefferson Airplane. Que coisa de hippie.

dia de cão

Setembro 13, 2009 por Snaphiroth

acorda > roupa > café > dentes > mochila > carro > escola > bláblá > hora de olhar pro vazio > bláblá > anda com amigo > portão > almoço > sala > quarto > anda > escola > bláblá > gisele <3

Nem sempre o dia termina tão bem, a ponto do que vem depois se tornar insignificante.

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kid A

Agosto 15, 2009 por Snaphiroth

Adoro o tema “alienação nos tempos modernos”. É, achei que seria legal anotar isso daí.

Sinto como se uma chama (ou faísca) de inspiração se acendesse dentro da minha cuca. Talvez eu devesse tentar colocar essas idéias no papel, ou organizar melhor toda essa coisa.

Ah, pois é.

Stuff about me

Julho 26, 2009 por Snaphiroth

Me lembro de ler no flickr de nossa amiga de 256 cores, Coralina, uma postagem com 15 fatos a respeito dela. Estou à toa (quando não devia estar) e me bateu aquela vontade de escrever merdas aleatórias a meu respeito. Talvez 15, talvez mais, talvez menos. Mas vou postando depois, se for o caso.

1 – Tive uma infância meio doida, cresci brincando com meus primos e ouvindo histórias do meu avô. Odiava quando alguém fazia um “L” com a mão pra simular uma arma nas brincadeiras. Eu fingia estar empunhando uma pistola, metralhadora, espada, etc, de verdade.

2 – Já tive TOC. Até a quinta série, não tocava nos objetos “de casa” até tomar um banho e me livrar do uniforme da escola. E depois de banhado, não tocava nos objetos “da escola”.

3 – Conheci “Emerson, Lake & Palmer” na casa do meu primo Daniel (não foi só ELP que conheci por lá. Muita coisa boa chegou aos meus ouvidos nas visitas que fazia). A primeira música que ouvi foi Hoedown, seguida de Peter Gunn. Fiquei extasiado, mas demorei a gostar das outras músicas deles.

4 – Tenho várias idéias de roteiros pra jogos de videogame. Duvido que consiga fazer algo do tipo com tais idéias, então às vezes penso em animações. Duvido que consiga fazer algo do tipo com tais idéias, então às vezes penso em quadrinhos. Duvido que consiga fazer algo do tipo com tais idéias, então às vezes penso em aventuras de RPG. Duvido que consiga fazer algo do tipo com tais idéias, então são apenas idéias.

5 – Não costumo ser repetitivo como no comentário acima. Ou não.

6 – Fico meio frustrado com as coisas, muitas vezes sabendo que não devia. Mas gosto do prazer de me sentir frustrado (se é que existe algum).

7 – __________________________________, ______. _____________, ___, __________________… __________! (algo que não devo publicar aqui, mas que vale para que eu mesmo me lembre deste fato a meu respeito. Que merda).

8 – Gosto da sensação de estar sendo fiel a mim e espontâneo quanto aos meus pensamentos. Pena que isso não ocorre com frequência.

9 – Não curto muito viajar pra lugares desconhecidos. Prefiro ficar em casa ou ir pra casa dos avós. Dá menos enxaqueca, hehe.

10 – Nunca encontro o tipo de música que procuro. Okay, às vezes. Mas acho que não sei bem o que procuro.

11 – Adoraria aprender a tocar baixo, piano ou bateria (nessa ordem, talvez). Mas acho que já tô velho demais pra isso (oi, soei como um senhor de 72 anos).

12 – Vou dormir. Ou não.

Capas – Pt. 1

Julho 12, 2009 por Snaphiroth

Me veio à cabeça a idéia de postar capas bacanas de discos variados.

Sparks - Kimono My House

Sparks - Kimono My House

Pink Floyd - Atom Heart Mother

Pink Floyd - Atom Heart Mother

Camel - Mirage

Camel - Mirage

King Crimson - In the Court of the Crimson King

King Crimson - In the Court of the Crimson King

Penguin Cafe Orchestra - Music From the Penguin Cafe Orchestra (capa recortada)

Penguin Cafe Orchestra - Music From the Penguin Cafe Orchestra (capa recortada)

Gentle Giant - The Power And The Glory

Gentle Giant - The Power And The Glory

Captain Beyond - Captain Beyond

Captain Beyond - Captain Beyond

Frank Zappa - The Grand Wazoo

Frank Zappa - The Grand Wazoo

Mais no próximo post. Talvez.

O Cavaleiro Inexistente – páginas 13 e 14.

Julho 4, 2009 por Snaphiroth

Das tendas em forma de cone erguia-se o concerto do pesado arfar dos adormecidos. Como era possível aquele fechar de olhos, aquela perda de consciência de si próprio, aquele afundar num vazio das próprias horas e depois, ao despertar, descobrir-se igual a antes, juntando os fios da própria vida, Agilulfo não conseguia saber, e sua inveja da faculdade de dormir característica das pessoas existentes era uma inveja vaga, como de algo que não se pode nem mesmo conceber. Incomodava-o e inquietava-o mais que tudo ver pés descalços que despontavam aqui e ali da entrada das tendas, os dedões apontando para cima: durante o sono, o acampamento era o reino dos corpos, uma exposição de velha carne de Adão, cheirando ao vinho bebido e ao suor da jornada de lutas; ao passo que no umbral dos pavilhões jaziam descompostas  as armaduras vazias, que os escudeiros e os fâmulos, de manhã, lustrariam e deixariam tinindo. Agilulfo passava, atento, nervoso, hierático: o corpo das pessoas que tinham um corpo de verdade dava-lhe um mal-estar semelhante à inveja, mas também uma sensação que era de orgulho, de desdenhosa superioridade. Ali estavam os colegas tão falados, os gloriosos paladinos; o que eram? A armadura, testemunho de seu grau e nome, das façanhas executadas, da potência e do valor, ei-la reduzida a um invólucro, a uma ferragem vazia; e aquele pessoal roncando, o rosto amassado no travesseiro, um fio de baba descendo dos lábios abertos. Menos ele, não era possível decompô-lo em pedaços , desmembrá-lo: era e permanecia em cada momento do dia e da noite Agilulfo Emo Bertrandino dos Guildiverni e dos Altri de Corbentraz e Sura, armado cavaleiro de Selimpia Citeriore e Fez no dia tal, tendo para maior glória das armas cristãs realizado as ações tais e tais e tais, assumido no exército do imperador Carlos Magno  o comando de tais tropas e daquelas outras. E possuidor da armadura mais linda e imaculada de todo o campo, dele inseparável. E melhor oficial do que muitos que se vangloriam de feitos por demais ilustres; até mesmo o melhor de todos os oficiais. E, ainda assim, passeava infeliz pela noite.

Creep

Julho 4, 2009 por Snaphiroth

É a música que melhor se encaixa à meu “persona” nesse momento.

A vontade de ser alguém diferente. Alguém igual a alguém diferente. Confuso demais, blah.

Por que nunca consigo certas coisas que desejo? Alguns tentam me animar, mas temo estar perdendo um tempo importante da minha vida.

Feio, bobo, sem-graça. Que mais me resta? Perder uma perna? Hehe.

All I want to do is to be yoooooou! – Gong pra alegrar as madrugadas. Por sinal, eu devia estar dormindo.

Ao mesmo tempo, é tããão bom estar ao seu lado.

yorke2

prédio amarelo

Junho 25, 2009 por Snaphiroth

É o que vejo quando olho pela janela do meu quarto. Toda aquela imponência me perturba. Parece que tem sempre alguém me vigiando de lá… Gostaria de jogar um avião contra ele. A mata verde é tão bonita. Pena que vou mudar pro primeiro andar. Vou ver a rua e a rua vai me ver, sempre.

Odeio quando amigos se sentem mal por alguma razão. Gostaria de poder ajudar a todos (também adoraria começar uma revolução, chutar políticos, e tal).

Olhem só, eu estou ouvindo The Ark. Tão nostálgico, me lembra meu “pós-depressão” ou algo do tipo.

Hahaha!

Preciso estudar…

Comprei uma borracha nova.

Assisti pessoas almoçarem.

Agora olho fixamente pro Frank Zappa desenhado numa folha sobre minha mesa. Ficou bacana.

Eu, deus do céu!

Blog pessoal, corram!

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piu piu piu |==`,,> – - – - -

Devia estar estudando.

Maio 19, 2009 por Snaphiroth

Me passou pela cabeça criar um twitter, mas é como disse algum personagem de alguma webcomic: antes do twitter ninguém se interessava pela sua rotina. Depois do twitter, continuam não tendo interesse na sua rotina.

Além do mais, um blog parece ser mais prático e não tem aqueles limites de caracteres.

No fim das contas, ninguém lê porra nenhuma, então…

Exceto o Pylsa Man! :D

BEIGIOS A TODUS!11!!!
AMU VCS!11!!!

Uma dica.

Maio 8, 2009 por Snaphiroth

“Parei diante das chamas, suando. Mancha de sangue no peito como mapa de novo e violento continente. Me senti limpo, senti planeta sombrio rodopiando e entendi por que gatos gritam à noite como bebês. Olhei para o céu através da fumaça cheia de gordura humana e Deus não estava lá. A escuridão fria e sufocante prossegue eternamente, e nós estamos sozinhos. Vivemos a vida, sem nada melhor pra fazer. Depois inventamos razão. Nascemos do vazio; Temos filhos, condenados ao Inferno como nós; Voltamos ao vazio. Não existe mais nada.”

LEIAM WATCHMEN.

P.S.: Rorschach chuta bundas.

Faz um tempo que não escrevo aqui…

Abril 26, 2009 por Snaphiroth

Na falta do que dizer:

“Os pensamentos e as emoções humanas emergem de interconexões incrivelmente complexas de entidades físicas dentro do cérebro. Um ateu, nesse sentido filosófico de naturalista, é alguém que acredita que não há nada além do mundo natural e físico, nenhuma inteligência sobrenatural vagando por trás do universo observável, que não existe uma alma que sobrevive ao corpo e que não existem milagres — exceto no sentido de fenômenos naturais que não compreendemos ainda. (…) Assim como acontece sempre que desvendamos um arco-íris, ela não será menos maravilhosa por causa disso [no caso, um 'milagre' desvendado].”

- Richard Dawkins, em Deus: Um delírio.

Ele às vezes é meio agressivo, mas o livro é bacana. Recomendo. E gostei da definição dele para “ateu”.

Midnight Tarzan

Fevereiro 25, 2009 por Snaphiroth

É sempre belo descobrir coisas e coisas a respeito de nossos familiares queridos.
Meu tio estudava em Juiz de Fora. Ele e um primo, o Carlos, moravam numa república no calçadão da Halfeld, de frente para uma loja… Err… De “renome internacional” (não quero citar nomes desse tipo, não recebo pra isto).

Todo dia, à meia-noite, um ritual sagrado era realizado: o tio gordão tirava as roupas (nude), subia na sacada da república e dava um grito de Tarzan. E o engraçado é que ele se casou com uma dama que vivia ao lado. Talvez ela tenha gostado do cipó dele.

Ó, vida cruel.

Se eu durmo, é pra sonhar.

Fevereiro 1, 2009 por Snaphiroth

Estava eu, por alguma razão, num sanatório. Um pequeno cubículo, com paredes acolchoadas, ou algo do tipo. Uma grade se localizava logo acima de mim. Eu tentei me esconder sobre ela, mas ativaram uma descarga elétrica que me obrigou a descer.
Logo em seguida eu olhava pela janela, apreciando a paisagem e me contentando com a idéia de que era louco. Ao menos eu não precisaria conviver com a sociedade.
Quando olho para trás, noto que a porta da cela estava aberta. E a porta do corredor também. E o portão do sanatório. Uma alusão clara à piada do louco que pulou o muro com o portão aberto. Este não foi meu caso.

Logo em seguida, estou eu atormentando professores e alunos numa grande escola, que mais lembrava um presídio. Fujo escadas abaixo e quando estou do lado de fora, vários amigos aparecem nas janelas e começam a atirar massas coloridas na minha direção.

Eu acordo. Minha mãe liga o ventilador do quarto e volto a dormir.

Estou na escola. As paredes da sala estão cobertas com cortinas cor-de-vinho, similares àquelas dos teatros. A professora de química começa a olhar o dever alheio. Eu não fiz, mas uma amiga que se senta atrás, sim. O tema é colóides, suspensões e algo mais…
Do nada, a música tema de Sacco e Vanzetti, composta pelo grande Morricone, ecoa pelos corredores da escola. Para minha surpresa, os alunos conseguem acompanhar a letra.

Aqui eu tenho certeza de que é apenas um sonho. A vida não é tão legal.